Em qual rede postar? A pergunta já nasce errada

CONSYLION INSIGHTS · A CARTA DAS 7H10

A pergunta mais comum de quem começa no marketing digital é em qual rede postar. Eu acho que ela já nasce errada, porque parte de onde todo mundo está falando, e não de onde o cliente está procurando.

Postar é falar com quem já te segue, ou com quem o algoritmo resolver mostrar. Muitas vezes, a pessoa nem estava pensando no seu serviço e você precisa despertar o interesse antes de vender. Agora imagine alguém que digita "eletricista perto de mim" com o chuveiro queimado. O problema já existe, a decisão de resolver já foi tomada, e só falta escolher quem. Nesse caso, o seu trabalho é ser encontrado e responder bem.

Em 2023, o Sebrae ouviu 6.247 donos de pequenos negócios. Entre eles, 38% usavam propaganda paga e 26% usavam o Google Meu Negócio, hoje Perfil da Empresa. O perfil é gratuito, e o próprio Google informa que não é possível pagar por uma posição melhor na busca local. Eu começaria conferindo se o cliente consegue encontrar as informações básicas do negócio, antes de colocar mais dinheiro em divulgação.

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O Manual de Marketing Local reúne perfil no Google, indicação, panfleto e quinze modelos de parceria e divulgação, com cada ação medida.

Houve um tempo em que eu insistia em qualquer teste até dar certo. Hoje busco pelo menos três referências, testo alternativas e defino antes quanto dinheiro e quanto tempo aceito gastar. Para mim, "nem sempre aquilo que eu coloco na cabeça precisa ir até o final". No marketing, esse limite evita o erro de aumentar a verba só porque o anúncio está gerando clique.

A FERRAMENTA

Separe 15 minutos hoje e depois 10 minutos por semana:

  1. Pegue o celular e digite no Google o que o seu cliente digitaria para achar você, com a cidade ou o bairro. Faça duas ou três buscas diferentes e anote quem aparece nas primeiras posições e se você está lá.

  2. Abra o perfil do seu negócio no Google e confira horário, telefone, endereço e fotos. Se ele não existe, comece a criá-lo; é gratuito.

  3. De outro número, mande uma mensagem para o WhatsApp do negócio e cronometre quanto tempo a resposta leva. Quem pergunta está comparando, e quem responde primeiro costuma levar vantagem.

  4. Escreva o seu limite antes de gastar qualquer coisa: quantas horas por semana, quanto dinheiro, e em que data você olha o resultado para decidir se continua, muda ou para.

  5. A partir do próximo cliente, pergunte "Como você chegou até a gente?" e anote numa linha: data, origem e valor. Leva 20 segundos e custa zero.

  6. Toda sexta, conte as linhas por origem. Depois de 30 dias, olhe onde o seu esforço trouxe mais clientes e mude o tempo para lá.

Esse registro não conta a história inteira. O cliente pode ter visto o seu Instagram, buscado o nome no Google e só então chamado; quando responde, talvez lembre apenas do último contato. Em vendas para empresas, com ciclos de meses, acompanhe por mais tempo. Profissões como saúde e direito também precisam respeitar as regras de publicidade dos seus conselhos. E, se quase ninguém busca o que você vende, você vai precisar criar essa demanda por outros meios.

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Eu começaria por descobrir como os clientes chegam até o negócio.

Me conta: se alguém digitasse agora o que você vende, na sua cidade, o que encontraria?

Um grande abraço e viva com paixão!

Edson Oliveira
Fundador da Consylion

P.S. Amanhã a conversa é sobre preço: quem copia o preço do concorrente sem saber o custo da própria hora acaba dando desconto do próprio salário.

Do conhecimento à aplicação

A busca mostra quem acha você, mas a venda depende de a página, o Google e o WhatsApp estarem em ordem. O Manual de Marketing Digital ajuda você a deixar os três em ordem e a medir a origem de cada venda, com a planilha do marketing digital e doze mensagens para Google, WhatsApp e pós-venda. Ou veja todos os manuais de Marketing.

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