Quanto esforço esse modelo vai pedir sempre?

O peso que se repete merece uma revisão antes de mais uma promessa de resistência.

CONSYLION INSIGHTS · A CARTA DAS 7H10

Eu acredito que empreender pode ser exigente e, ainda assim, leve. Não espero facilidade o tempo inteiro. Mas, quando o peso vira uma característica permanente do trabalho, começo a olhar para o que aquele negócio está pedindo de mim e para o que está devolvendo.

Isso importa especialmente quando as coisas estão crescendo. Com mais procura e mais oportunidades, questionar o modelo pode parecer ingratidão. Você conquistou algo que queria. Como vai reclamar justamente agora?

Só que uma agenda cheia não responde se vale a pena continuar entregando daquele jeito. E chamar todo desconforto de falta de resiliência coloca sobre o dono uma obrigação difícil de cumprir: adaptar-se indefinidamente a qualquer condição, sem discutir a condição em si.

O que eu procuraria distinguir é o esforço de construir uma capacidade nova do esforço que terá de ser repetido em toda entrega. Aprender uma ferramenta pode exigir uma semana ruim e facilitar as seguintes. Prometer disponibilidade a qualquer hora, por outro lado, pode manter a semana ruim mesmo depois que você aprendeu tudo.

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O Manual de Modelo de Negócio traz modelo em uma página, roteiro de entrevista e cartão de teste para definir o que vender, para quem e como testar.

Imagine um prestador que inclui alterações sem limite no serviço. Ele pode se organizar melhor, responder mais rápido e até contratar ajuda. Ainda assim, cada novo trabalho continua trazendo uma quantidade de entrega que ninguém combinou antes. O cansaço pode diminuir por um período, mas o compromisso que o produz permanece aberto.

Nesse caso, eu olharia primeiro para a proposta: o que está incluído, quando a entrega termina e como uma solicitação nova será tratada. Talvez exista ali uma mudança menor, testável, que preserve o serviço e tire um peso recorrente. Decidir isso pede mais precisão do que simplesmente prometer trabalhar com mais disciplina na segunda-feira.

Faça esse exame com uma coisa só. Escolha o compromisso que mais pesou nesta semana e complete a frase: para entregar o que prometi, preciso sempre fazer isso? Se a resposta for sim, escreva qual parte da promessa poderia mudar nas próximas propostas. Não precisa reformular a empresa inteira nem alterar o que já foi combinado com alguém.

Depois, pergunte o que você perderia com essa mudança. Pode ser uma conveniência que o cliente valoriza. Pode ser uma venda. Colocar esse custo na mesa ajuda a decidir se a troca compensa, em vez de tratar qualquer alívio como uma boa decisão.

Uma semana difícil, sozinha, não prova que o modelo está errado. Há fases de aprendizado e compromissos que precisam ser concluídos. O sinal que merece atenção é a repetição: o mesmo peso volta, apesar das melhorias, porque faz parte do jeito como você vende e entrega.

Antes de exigir mais resistência de você, examine o esforço que o negócio promete repetir.

Qual compromisso você mudaria nas próximas propostas para não carregar o mesmo peso de novo?

Um grande abraço e viva com paixão!
Edson Oliveira
Fundador da Consylion

P.S. Amanhã vamos olhar para o dinheiro que já tem destino antes de decidir o que fazer com o saldo.

Do conhecimento à aplicação

Se você está entre continuar do mesmo jeito e mudar o negócio, organize essa decisão antes de agir. O Manual de Resiliência do Empreendedor traz a Planilha do recomeço, avisos e dezesseis modelos de apoio e transição para pensar no próximo passo. Ou veja todos os manuais de O Dono.

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