Você aceitaria esse cliente de novo?

CONSYLION INSIGHTS · A CARTA DAS 7H10

Na época em que atendia clientes, houve momentos em que aceitei relações de trabalho que não queria manter porque precisava daquela receita. Acabava me submetendo a coisas com as quais não concordava. Foi uma experiência ruim para mim.

Depois, quando passei a ter condições de dizer não, pude recusar clientes mal-educados ou encerrar relações que não estavam alinhadas com a proposta e os valores do negócio. Essa foi uma das formas mais concretas de perceber o que o dinheiro permitia mudar na minha vida.

É por isso que eu vejo dinheiro como uma ferramenta que compra escolhas. Uma dessas escolhas é com quem você trabalha.

Se o seu negócio já vai bem, talvez essa possibilidade esteja mais perto do que parece. Você pode continuar querendo crescer, vender mais e atender novos clientes. Mas vale olhar para o tipo de relação que cada venda começa, porque é com ela que você vai conviver depois de fechar.

Na hora de prospectar, essa pergunta merece vir antes da lista de contatos: quem eu quero atender, e em quais condições consigo fazer um bom trabalho?

Se você parte apenas de quem pode pagar, deixa de fora uma parte importante da decisão. A pessoa pode ter dinheiro e querer uma entrega que você não faz. Pode esperar uma disponibilidade que você não quer oferecer. Pode discordar de condições que são necessárias para o serviço funcionar.

São possibilidades para avaliar na conversa, antes de assumir o compromisso. Quanto mais claro estiver o que você oferece, mais cedo os dois podem perceber se faz sentido seguir.

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O Manual de Negociação traz uma planilha de negociação e dez modelos de mensagens, propostas e respostas para ajudar você a preparar a conversa.

Um cliente que pergunta, negocia ou aponta um erro não está necessariamente desalinhado. Cobrança pelo que foi combinado faz parte da relação. O cuidado é conseguir distinguir isso de uma exigência que muda o trabalho que você se propôs a fazer ou de um tratamento que você não aceita.

Para olhar para isso hoje, escolha uma relação de trabalho que você gostaria de repetir e uma que preferiria não repetir. Não precisa escrever nomes. Anote o que, concretamente, fez a diferença entre elas.

Pode ser a clareza do pedido, o respeito aos horários ou a disposição para cumprir o que foi combinado. Use o que aconteceu no seu negócio, sem tentar preencher uma lista ideal de cliente perfeito.

Depois, transforme a diferença mais importante em algo que você possa conversar antes de enviar a próxima proposta. Se o problema foi disponibilidade, deixe claros os horários. Se foi uma expectativa de entrega, explique o que está incluído e o que precisaria ser combinado à parte.

Isso também ajuda você a procurar pessoas para quem a sua oferta faz sentido, em vez de esperar que toda pessoa que aparece se adapte a ela.

Se hoje você depende daquela receita, uma mudança brusca pode não caber. Comece alinhando condições e construindo alternativas, sem abandonar compromissos que já assumiu.

O que eu vivi me fez valorizar a possibilidade de recusar. Para quem já conquistou essa liberdade, escolher melhor os próximos clientes é uma maneira de usá-la.

Me conta: se pudesse escolher de novo, que condição você deixaria clara antes de aceitar seu próximo cliente?

Um grande abraço e viva com paixão!

Edson Oliveira
Fundador da Consylion

P.S. A pauta prevista para amanhã é o Perfil da Empresa no Google: olhar para onde o cliente já procura antes de decidir onde postar.

Do conhecimento à aplicação

Depois de definir quem você quer atender, o próximo passo é organizar como encontrar essas pessoas. O Manual de Prospecção traz roteiro de ligação, convite com pauta e planilha de prospecção para apoiar essa rotina. Ou veja todos os manuais de Vendas.

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